quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

RIO BRANCO A PORTO VELHO

Olá Pessoal

Saimos da casa do Diogo as 7:22 horas do dia 07/01/13 com destino a Porto Velho(RO), pela BR364.

Completamos o tanque com 14,92 litros de gasolina num Petrobrás, na saída de Rio Branco, perfazendo uma média de 17,9 km/l desde nosso abastecimento em Epitaciolândia.


Neste trecho a paisagem não muda. São quilômetros de áreas de criação de gado. 
Praticamente não há mais vestígios das madeireiras que tanto exploraram esta região norte de Rondônia. 
Apenas vimos madeireiras em Itapoã do Oeste, com placas de exploração da Flona do Jamari, que fica nesta estreita região de Rondônia, espremida entre as fronteiras do Acre, Amazonas e Bolívia. 

Almoçamos em Abunã(RO), onde um camioneiro de Comodoro informou que no Mato Grosso tínhamos que ir na direção de Cáceres, pois a rodovia que leva a Campo Novo dos Parecis estava superlotada de caminhões.

Logo depois do almoço atravessamos a balsa do Madeira, por sorte chegamos na margem junto com a balsa.

Ainda em Abunã, mas do outro lado do Madeira existem vestígios da famosa ferrovia Madeira-Mamoré.



Locomotiva da trágica Madeira-Mamoré em Abunã(RO)
Da travessia de balsa até perto de Porto Velho se avistam, ao lado da BR 364, os lagos das famosas hidroelétricas de Jirau e Santo Antônio.

Na entrada de Porto Velho completamos o tanque com 31,2 litros de gasolina num posto Petrobrás, perfazendo uma média de 16,7 km/l.

Chegamos cedo em Porto Velho e aproveitamos para conhecer o mercado público e o cais do porto "Cai n´Água", de onde saem os barcos que fazem transporte fluvial de passageiros. O mais famoso faz o trajeto até Manaus. São 4 dias na ida e 5 dias na volta, contra a correnteza.

cais "Cai n´Água" de Porto Velho
Quando chegamos no porto estava atracando o barco que vinha de Manaus. No mercado público que fica anexo ao porto servem petiscos de peixe ao meio-dia. 

por do sol no Rio Madeira em Porto Velho
Perto do porto há uma sequencia de mirantes, de onde pudemos apreciar um lindo por do sol.  Do cais do porto se avista a barragem de Santo Antonio, que fica a 6 km da cidade. 
Depois da construção destas barragens as condições de navegação no Rio Madeira irão melhorar bastante, visto que os troncos de madeira tão comuns neste rio ficarão retidos nestas barragens.

Neste trecho percorremos 568 km. Desde o início da expedição já percorremos 6.873 km de Clio, 772 km em veículos de terceiros, 9 km de trem, 2 km de tuc-tuc, 4 horas de barco e 19 km a pé.

Trilha de GPS deste trecho da viagem:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381436

 Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste trecho da viagem:

Rio Branco a Porto Velho

Até mais

IÑAPARI A RIO BRANCO

Olá Pessoal

Depois dos micos de ontem,  saímos às 7:30 horas de 06/01/13 de Iñapari com destino a Rio Branco.


Primeiro passamos pela imigração para registrar a saída do Perú. Depois atravessamos a ponte e registramos nossa entrada no Brasil.


Travessia de fronteira por Assis Brasil(AC)
Entre o Perú e o Acre há fuso horário, portanto adiantamos nossos relógios em uma hora. Na passagem de fronteira o odometro registrava 15755. Já percorremos 5.944 km com o Clio desde nossa saída de Lages.

Logo depois da alfândega brasileira fizemos abastecimento complementar com 12,4 litros de gasolina no Ipiranga de Assis Brasil.


Depois de viajar quase 6.000 km em estradas com excelente estado de conservação, só foi passar a fronteira e sentimos vergonha de nossos vizinhos, tal o estado de esquecimento desta região fronteiriça da amazônia. Entre Assis Brasil e Brasiléia a estrada é péssima, cheia de buracos.


Estrada do Pacífico - BR 317, buracos e sem acostamento
Fora os buracos o que mais no chamou a atenção foi a floresta, ou melhor, a falta dela. 
Para quem mora no sul, Acre é sinonimo Chico Mendes, seringais, floresta amazonica. 

Porém vimos aqui somente áreas de pastagem ao longo de todo o trecho e algumas castanheiras isoladas que sobreviveram ao desmatamento.
 
Sinceramente, se quiserem ver floresta é bom irem a Santa Catarina, onde ainda existem regiões de mata atlântica preservada. 
Até em Lages, região de campos naturais, há mais floresta do que no Acre.


paisagem típica do Acre, pastagens e castanheiras isoladas ou no chão
As paisagens daqui são parecidas com as regiões de criação de gado do interior de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Predomina a brachiaria na terra vermelha. 
O Friboi tem um grande frigorífico em Rio Branco.

Completamos o tanque com 33,94 litros de gasolina, num Petrobrás de Brasiléia, perfazendo um consumo de  18,2 km/l desde nosso abastecimento em Cusco.

Passamos por Cobija, para conhecer esta zona franca boliviana. Mas não espere nada de lá, tanto em preço quanto em diversidade. 
Está inserida no universo do norte do país, onde em função das distancias tudo é muito caro. 

Almoçamos no Restaurante Império do Sabor de Epitaciolândia. A comida é boa e o atendimento melhor ainda. Almoçar bem e em local com Wi-fi é uma benção durante qualquer viagem.
A proprietária foi muito gentil e quebrou um galho liberando o telefone para resolvermos um problema com a operadora do cartão de crédito.

Devido as dificuldades de hospedagem no norte do país, já tínhamos colocado Rio Branco como ponto de apoio e local de hospedagem. 
Lá mora o Luís, primo do Jairo e íamos aproveitar a oportunidade para retomar aquele convívio familiar perdido ao longo dos anos e das distancias.

Perto de Xapuri ligamos e quem nos atendeu foi o Diogo, filho do Luís. 
Extremamente prestativo, fez questão de nos encontrar na entrada da cidade e de nos levar até sua casa para conhecermos toda a família.
O primo do Jairo estava em férias no Rio, todavia, a Aline e Diogo foram magníficos anfitriões.

Depois de longo bate-papo e de um delicioso jantar preparado pela Aline, ficamos sem jeito de recusar a hospedagem. 
Esperamos em breve poder retribuir a excelente acolhida.   
 
Neste trecho percorremos 361 km. Desde o início da expedição já percorremos 6.305 km no Clio, 772 km em veículos de terceiros, 9 km de trem, 2 km de tuc-tuc, 4 horas de barco e 19 km a pé.

Trilhas de GPS deste trecho da viagem:

http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381431
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381434 

Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste trecho da viagem:


Até mais

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

PUERTO MALDONADO A IÑAPARI

Olá Pessoal



No final de tarde de 05/01/13, chegamos molhados, na Plaza de Armas de Puerto Maldonado, do passeio ao Lago Sandoval.

Era sábado e teríamos que dar uma jeito de cambiar moeda para a hospedagem. 
Na praça nos informaram que as casas de câmbio só voltariam a operar na segunda-feira.

Plaza de Armas - Puerto Maldonado
 Sem alternativa e já que ainda era cedo(17:30 horas), resolvemos seguir para a fronteira que fica a 230 km.

Mas a viagem demorou muito mais do que imaginamos. São incontáveis povoados, todos agraciados com várias lombadas. Animais na estrada tornaram o trecho mais perigoso e demorado. 

Enfim chegamos na fronteira as 21:30 horas. Ali soubemos que a aduana de Iñapari funciona das 8:00 às 17:00 horas.

Então fomos procurar hotel. Hospedados, fomos logo para um restaurante. Na volta, entrei no box e não vi como acionar a água quente. Foi então que descobrimos que não havia água quente. 
Pegamos nossas coisas e fomos embora a procura de hotel com água quente. Para nossa surpresa, no restaurante nos informaram que na região não se utiliza água quente e que não encontraríamos esta comodidade na fronteira.

 Não teve jeito, fomos obrigados a encarar banho frio. Enfim são os micos de viagem.

Neste trecho percorremos 237 km de carro. Desde o início da expedição já percorremos 5.944 km com o Clio, 772 km em veículos de terceiros, 9 km de trem, 2 km de tuc-tuc, 4 horas de barco e 19 km a pé.

Trilha de GPS deste trecho da viagem:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381429




Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste trecho da viagem:
 
Puerto Maldonado a Iñapari

Até mais

LAGO SANDOVAL

Olá Pessoal

que estávamos em Puerto Maldonado, resolvemos fazer o passeio clássico dos gringos nesta cidade da amazonia peruana, a ida ao protegido Lago Sandoval na reserva Tambopata .

Às 8:00 horas de 05/01/13 já estávamos na agência para ver os detalhes do passeio ao lago. 
Ao vermos as fotos, perdemos o companheiro de viagem. O Reginaldo tem horror a água, principalmente se for em barquinho de pequeno porte. A Cátia estava animada, mas não teve jeito. 
De qualquer forma eles estavam com o cronograma apertado para chegar em Joinville até o dia 12.

Voltamos ao hotel, trocamos de roupa, nos despedimos e seguimos correndo para o cais. Deixamos nosso carro no estacionamento da Plaza de Armas, o Reginaldo e a Cátia seguiram viagem para o Brasil.

Já estavam nos aguardando no barco. Descemos o rio Madre de Deus por 1 hora. No percurso avistamos um jacaré albino de pequeno porte. Chegamos num cais de porto improvisado de um hotel de selva.

Num barraco construído em cima do barranco havia um "botário" cheio de botas de borracha enlameadas.


botário do hotel de selva
  Então ficamos sabendo que teríamos que trocar nossos calçados por botas de borracha, essenciais para se chegar até o lago. 

Voltamos ao barco e subimos o rio por 10 min, onde chegamos num outro atracadouro. Dali seguimos com o guia Carlos por uma trilha enlameada até a sede da Reserva Tambopata.

Depois do preenchimento do formulário de entrada na reserva,  seguimos trilha por mais de 1 hora. São 5 km de trilha lamacenta entre o barco e o igarapé que dá acesso ao lago.  

trilha de acesso ao Lago Sandoval
 É uma caminhada dentro da selva amazônica. O que nos surpreendeu foi a pouca diversidade da fauna e flora em relação a mata atlântica.

canoas no igarapé de acesso ao Lago Sandoval
O mais interessante deste deslocamento foi o passeio de canoa pelo igarapé até chegar ao lago. Remamos no lago por mais de uma hora e avistamos pouca coisa. Pequenos morcegos, pequenas tartarugas, pato cabeça de serpente e um bando de ciganas, aves pré-históricas que vivem ao redor do lago.

Então paramos num atracadouro que os operadores do passeio utilizam como área de descanso e de almoço. Fomos degustar o curioso almoço oferecido pela operadora do pacote turístico. Um delicioso arroz com galinha servido numa folha de caeté enrolada e amarrada. No pacote havia frutas para sobremesa.

Primeiro abrimos o pacote e verificamos tudo o que acompanhava para poder ver o que íamos comer primeiro.  

 Os gringos(alemães e holandeses) cairam literalmente de boca no arroz com galinha.  
Logo notamos que os talheres estavam enrolados junto com as frutas, mas foi engraçado e divertido ver os gringos comerem a galinhada com as mãos. 
Só depois o Jairo ficou com pena e mostrou os talheres.

almoço no Lago Sandoval
Agora o que não foi nada engraçado foi o acidente que ocorreu na nossa chegada ao atracadouro. 
Um adolescente alemão, que estava com o pai, se apressou para sair  da canoa, se desequilibrou numa tábua que estava nas margens e lá se foi a Canon EOS dele nas águas barrentas do lago.
Foi triste ver o esforço do jovem e de seu pai tentando limpar e enxugar a lente e sensores da máquina, mas sinceramente acho que foi em vão.

Depois da sesta o guia apareceu e aceleramos as remadas para sair rápido do lago, pois estava armando a maior trovoada. Os primeiros pingos ainda nos alcançaram dentro do lago.

A caminhada de volta até a sede da reserva foi feita debaixo de chuva e lama. Tivemos que aguardar um bom tempo na sede da reserva até que o barco chegasse no horário combinado.

Dali voltamos para o atracadouro do hotel de selva. Depois da troca de calçados, nos dirigimos para a sede do hotel de selva. Notamos que há esquema da operadora com os proprietários do hotel. 
Praticamente fomos forçados a conhecer o hotel, enquanto aguardávamos a saída do barco.
Pelo menos ali havia animais, mesmo que meio domesticados, uma arara e um bugio.  
  
Meia hora depois o barqueiro nos chamou e iniciamos a viagem de volta a Puerto Maldonado sob chuva intensa. 
Depois de meia hora paramos para socorrer outro barco que estava ancorado numa margem sem combustível. Para as bem-humoradas estudantes canadenses o resgate foi motivo de festa.

resgate das canadenses

A viagem de volta demorou 2 horas, porque o barco sobe o rio contra a correnteza. Chegamos ao cais de Puerto Maldonado ainda sob chuva intensa. Já que estávamos molhados resolvemos seguir debaixo de chuva até a Plaza de Armas.


CONSIDERAÇÕES SOBRE LAGO SANDOVAL

É passeio para gringo. Para quem nasceu e viveu muitos anos no litoral norte de Santa Catarina este passeio não agrega muita coisa, a não ser o fato de tê-lo feito.

Subir o Bararas ou o Três Barras na baia de Babitonga é muito mais interessante do que qualquer passeio no Madre de Deus. Não dá para comparar a beleza e variedade de fauna e flora.

Entrar no mangue do Iperoba também é muito mais interessante e divertido do que caminhar na trilha lamacenta da Reserva Tambopata. Ainda por cima, é possível levar um petisco para casa(caranguejo).

Na trilha do Castelo dos Bugres você encontrará uma diversidade infinitamente maior de fauna e flora do que na Reserva Tambopata.

Passear pela Lagoa Acaraí é muito mais interessante e você verá mais bichos do que no Lago Sandoval.

Está aí uma boa sugestão de pacote turístico para oferecer aos gringos. Conhecer a mata atlântica de Santa Catarina.  Espera aí... acho melhor deixar esta Bella e Santa para os catarinas.
 
Neste trecho percorremos 3 horas de barco e 10 km a pé. Desde o início da Expedição já percorremos 5.707 km no Clio, 772 km em veículos de terceiros, 9 km de trem, 2 km de tuc-tuc, 4 horas de barco e 19 km a pé.

Até mais

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

CUSCO A PUERTO MALDONADO

Olá Pessoal

Desde o início da expedição tínhamos combinado de manter a equipe viajando junto até Cusco. O Reginaldo tinha compromisso em meados de janeiro em Joinville e teria que apressar seu retorno.

Então nesta manhã de 04/01/2013 nos despedimos à 8:20 horas, na saída do hotel. Como o Reginaldo teria que trocar óleo numa concessionária, marcamos para nos encontrar na Plaza de Armas de Puerto Maldonado.

Completamos o tanque com 19,1 litros de gasolina num Petroperu perto do hotel, perfazendo uma média de 24,2 km/l desde nosso abastecimento em Juliaca.

Problemas com o GPS e as muitas paradas para fotos fizeram com que a equipe se reencontrasse logo no início da Interoceânica, a nova rodovia construída pela Odebrecht.

parada no meio da montanha para comemorar o reencontro da equipe
A PE-30C começa num trecho muito bonito e montanhoso. Ali pudemos bater muitas fotos das paisagens, povoados e pessoas. Foi uma despedida vip do Perú andino.
A maior parte do trecho é um lindo vale de um rio com bastante truta.
Havia muitas biroscas oferecendo petiscos de trutas fritas. 
Chegamos a parar, mas a aparente falta de higiene destes locais nos fizeram desistir dos petiscos.

Fotos das montanhas da Interoceânica no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2014/02/montanhas-da-interoceanica.html 

Almoçamos em San Miguel, povoado situado já na bacia amazonica.
A partir daí começa a região garimpeira do Perú, onde se destacam Quincemil e Inambari. 

Shopping de lona num acampamento garimpeiro

Passando Inambari há inúmeros acampamentos garimpeiros, verdadeiras cidades de lona.
Antes de chegar a Maldonado terminam os últimos vestígios de floresta e começam as pastagens de criação de gado.

Anoiteceu antes de chegarmos a Maldonado. Enquanto procurávamos hotel, encontramos um grupo de velhos motociclistas de Patos de Minas, que estavam fazendo o percurso inverso ao nosso.

No hotel soubemos que o principal passeio feito pelos gringos em Maldonado era o do Lago Sandoval, dentro de uma reserva nacional.
Como informaram que era passeio para o dia todo, ficamos de ir no dia seguinte cedo até as agências que estão localizadas no calçadão próximo a Plaza  de Armas, para conhecer os detalhes deste passeio.

Neste trecho percorremos 490 km. Desde o início da expedição já percorremos 5.707 km com o Clio, 772 km em veículos de terceiros, 9 km de trem, 2 km de tuc-tuc, 1 hora de barco e 9 km a pé.

Trilhas de GPS deste trecho da viagem:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381415
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381417
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381420
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1381422

Imagem do mapa com o trajeto deste trecho da viagem:

Cusco a Puerto Maldonado
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Equipe DigiPhotus

ÁGUAS CALIENTES A CUSCO

Olá Pessoal

No dia 03/01/13 descemos meio dia de Machu Picchu para dar tempo de almoçar em Águas Calientes, antes de pegar o trem. Aproveitamos para apreciar a paisagem e o caudaloso Rio Urubamba.


Águas Calientes e o Urubamba
 Depois do almoço nos dirigimos para a estação ferroviária de Águas Calientes. Lá mais uma confusão envolvendo o operador do nosso pacote. As passagens são nominais e os belgas tinham recebido passagem de outras pessoas.

Para não ficarem a pé, tiveram que desembolsar os valores de novas passagens. 
No vagão o pessoal de Rondônia resolveu comemorar com cusqueña servida a bordo.   
No trecho de montanha estas cusqueñas não pegaram bem... e o motorista foi obrigado a parar no meio da montanha para o Prof. Uilian curar seu enjôo.
Na verdade todos ficaram meio mareados, daí descobrimos que as folhas de coca também tem sua utilidade nestes momentos. Mascá-las alivia o enjôo.


Chegamos na Plaza de Armas de Cusco as 21:00 horas. Depois do café rápido numa confeitaria, um bom banho e cama de hotel foram uma boa pedida para aliviar o cansaço desta jornada.

Neste trecho percorremos 225 km de van, 9 km de trem  e 10 km de ônibus. 
Desde o início da expedição já percorremos 5.217 km em carro próprio, 772 km em veículos de terceiros, 9 km de trem, 2 km de tuc-tuc, 1 hora de barco e 9 km a pé.

Imagem dos mapas com os trajetos percorridos neste trecho da viagem:

Águas Calientes a Ollantaytambo a) rosa: trecho feito de trem b) azul: trecho feito de van

Ollantaytambo a Cusco

Até mais

MACHU PICCHU

Olá Pessoal

Depois das confusões, contratempos e incertezas do dia anterior, finalmente vamos conhecer o santuário de Machu Picchu.

Acordamos às 5:45 horas de 03/01/13 para chegarmos na hora programada para encontrar o guia na entrada de Machu Picchu.

Fomos até o ponto e em seguida pegamos ônibus para Machu Picchu.
Chegamos antes do horário, mas a desorganização continuou e infelizmente tivemos que esperar até às 7:00 horas para começar a visita guiada. 
Enquanto aguardávamos fizemos o lanche, pois é proibido entrar com comida dentro da área de visitação do parque.


Bate-papo descontraído aguardando guia, com Huayna Picchu de cenário
Mesmo sob o efeito do "soroche" nas subidas e descidas das ladeiras, Machu Picchu é uma impressionante e maravilhosa obra feita pelos incas. 
Localizada no topo de uma montanha, numa região de selva da bacia amazônica.

máxima atenção nas explicações sobre a casa del inka

As horas passam e a gente não se cansa de admirá-la. Depois da visita guiada precisamos de mais um bom tempo para clicar de todos os ângulos possíveis e imagináveis. 
É um conjunto arquitetônico fantástico, ladeado pelas montanhas Huayna Picchu e Machu Picchu.

Fotos de Machu Picchu no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/03/machu-picchu.html

brasileiros posando perto do Intiwatana
Perto do meio dia descemos para dar tempo de almoçar em Águas Calientes, antes de pegar o trem. O jairo e o Reginaldo resolveram descer pela trilha inca. Nos encontramos em Águas Calientes.
 
Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste trecho da viagem:

Trajetos feitos em Machu Picchu. a) azul: Águas Calientes a Machu Picchu de ônibus b) rosa: trilhas a pé em Machu Picchu c) amarelo: trilha inca
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CUSCO A ÁGUAS CALIENTES

Olá Pessoal



Às 7:00 horas de 02/01/13 a van nos buscou no hotel. Depois de duas trocas de van, na região da Plaza de Armas, finalmente as 8:00 horas pegamos a estrada na direção de Ollantaytambo.  
De Cusco a van foi pela rodovia 3S até Cachimayo. Depois pela 28F até Urubamba, aí pegou a 28B até Ollantaytambo.
O trajeto passa por dentro da cidade e depois de um trecho de estrada de chão, retoma o asfalto na 28B.
A partir daí a viagem de van foi de sensacional, fantástico até provocar enjôo. 
Ao motorista faltou sensibilidade para fazer este trecho montanhoso numa velocidade mais baixa e assim permitir que os passageiros pudessem apreciar toda a beleza desta região, mas o trecho era longo e ele precisava cumprir o horário.

A viagem só não foi pior graças a um grupo de espirituosos brasileiros de Porto Velho, que nos agraciaram com suas piadas e brincadeiras durante todo o percurso.

Perto de Santa Maria, a rodovia desce pelo belo vale do Lucumayu. Em Santa Maria mudamos de rodovia e a estrada de chão 107 sobe acompanhando o Rio Urubamba.

Como a estrada sobe um vale profundo, encravada entre penhascos e desfiladeiros, algumas passagens provocaram angustia e suspiros nos passageiros. 
No verão esta estrada é muito perigosa face aos constantes deslizamentos, provocados pelas intensas chuvas. 

Fila de vans aguardando liberação da estrada
Antes de Santa Teresa, tivemos que aguardar a retirada de material de deslizamento da pista. Depois de liberada, a forte arrancada dada pelo motorista da van ao passar pelo local, arrancou suspiros e aplausos dos passageiros aliviados pela transposição deste obstáculo.

Almoçamos em Santa Teresa, onde dias depois desapareceu um jovem brasileiro, que perdeu-se nas montanhas próximas.

Almoço em Santa Teresa

As 16:00 horas chegamos na hidroelétrica.  Logo depois que registramos nossa entrada no parque da hidroelétrica, o guia nos levou até o início da trilha, que acompanha os trilhos da ferrovia, deu as instruções para a caminhada e em seguida sumiu.

Uma trilha demarcada de 5 km não é problema para ninguém. Começamos a caminhada as 16:30 horas. Sabíamos que a trilha terminava em Águas Calientes e o Jairo já conhecia a estrada que ligava Águas Calientes a Machu Picchu.

Neste trecho acabamos fazendo amizade com o jovem casal belga, Tom e Mieke.
Mas as horas passavam e nada de chegarmos. Anoiteceu e ainda não tínhamos chegado na conexão com a estrada de Machu Picchu.

Na trilha com os amigos belgas
  Ao chegarmos ali ficamos esperando os retardatários. Como estavam demorando, resolvemos prosseguir e o Reginaldo (que tinha lanterna) ficou aguardando a chegada das meninas de Porto Velho, Aline e Rafaela.

Na entrada de Águas Calientes o operador da agência nos aguardava.  Depois de aplacar as reclamações, ele foi distribuindo os tickets de hospedagem.
Também combinou jantar para às 20:30 horas, quando então seriam entregues os tickets para entrada no parque de Machu Picchu, da passagem de volta de trem e devolução dos documentos utilizados para compra dos tickets.

Encontrar a Pousada Machu Picchu Inn deu o maior cansaço. Quando lá chegamos não havia ninguém na recepção. Mais parecia um dormitório coletivo. O Jairo se apavorou e imediatamente tentou hospedagem em outros lugares, mas sem êxito, pois todos estavam lotados.

Naquela situação era encarar a pousada ou dormir na praça. 
Resolvemos voltar, pelo menos as camas eram decentes e os quartos tinham banheiro privativo. O problema é que alguns quartos estavam sem chave, só tinham tranca por dentro.

Mas os problemas não pararam por aí, nosso jantar foi gradativamente retardado até que sob muita pressão o guia nos conduziu as 22:00 horas para um restaurante próximo. 
Nossa pressa era para receber nossos tickets e principalmente os documentos de volta, pois já estava cheirando picaretagem.

No jantar aguardando entrega da documentação
Às 23:00 horas finalmente recebemos os tickets e os documentos. 
Então os guias deram suas recomendações para visita a Machu Picchu e marcaram a reunião do grupo na entrada do parque as 6:30 horas de 03/01/13. Os que fossem subir a pé pela trilha inca deveriam sair às 4:00 horas e os que subissem de ônibus deveriam sair antes das 6:00 horas de Águas Calientes.
 
Durante o jantar ficamos sabendo que a trilha que tínhamos percorrido tinha mais de 9 km, por isso demoramos 3 horas para fazer o percurso. 



Depois da nossa experiência e analisando as opções disponíveis, podemos afirmar categoricamente que hoje a melhor forma de se chegar a Machu Picchu é ir de trem até Águas Calientes, se hospedar lá e visitar Machu Picchu no dia seguinte. 

A alternativa que utilizamos no desespero é totalmente desaconselhável para as pessoas normais.  Pensando bem, se tivéssemos feito o trivial não teríamos histórias para contar, nem desfrutado das amizades que fizemos nesta aventura.

Neste trecho percorremos 225 km de van e 9 km a pé. Desde o início da expedição já percorremos 5.217 km em veículo próprio, 537 km em veículos de terceiros, 2 km de tuc-tuc, 1 hora de barco e 9 km a pé.

Imagens dos mapas com os trajetos percorridos neste trecho:

Cusco a Ollantaytambo

Ollantaytambo a Águas Calientes. a) azul: trecho de van b) rosa: trecho feito a pé
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