segunda-feira, 15 de setembro de 2014

EXPEDIÇÃO PATAGÔNIA - RESUMO E IMPRESSÕES


Finalizando as postagens sobre a Expedição Patagônia apresentamos o balanço geral da viagem, com números, impressões e recomendações desta viagem. 
Há muito tempo tínhamos o sonho de fazer um roteiro pela Patagônia de carro.   

Depois de algumas pesquisas resolvemos começar o roteiro pela Carretera Austral.

No geral o planejamento funcionou, entretanto as condições climáticas e danos no veículo acabaram prejudicando uma parte do roteiro.
 
OS NÚMEROS

Saída: 04/03/2014 às 15:23 horas
Chegada: 24/03/2014 às 15:30 horas
Total: 20 dias de viagem
Veículo utilizado: Clio flex 1.0 mod 2012 
Distância percorrida: 10.684 km

Percurso em estrada de chão: 751 km
Combustível utilizado:  617,63 litros de gasolina
Consumo médio km/l: 17,18
Outros meios de transportes utilizados: 79 km em balsas
Local de saída/chegada: Lages, SC
Fotos: Nikon D40 (657), Nikon D7000 (1.929) = 2.586 fotos

Distancias percorridas por país:
Argentina: 7.268 km
Chile: 1.068 km
Uruguai: 710 km
Brasil: 1.638 km

Número de dias em cada país:
Argentina: 10,5
Chile: 5
Brasil: 2,5

Uruguai: 2

Número de hospedagens por país:
Argentina: 11
Chile: 5
Brasil: 3

Uruguai: 1

SURPRESA
  

Lugares cuja beleza nos surpreenderam:
Hornopirén; Ventisquero Colgante; Valle rio Cisnes; Valle Rio Simpson; Cerro Castillo; Lago Buenos Aires; El Chaltén; os lobos marinhos em Caleta Olívia; Las Grutas em San Antonio Oeste e Colônia do Sacramento.

 DECEPÇÃO

Tivemos duas decepções resultantes das condições climáticas. Não pudemos apreciar adequadamente a região dos fiordes chilenos e nem Torres del Paine.

MELHORES MOMENTOS

Nesta viagem tivemos muitos momentos marcantes. 

O Parque Queulat com seu Ventisquero Colgante.
O cativante sorriso da simpática ciclista francesa Marion numa curva da Carretera Austral. Apesar das dificuldades sua simpatia nos cativou.
Fazer o lanche do dia no meio da tarde numa lanchonete móvel em Villa Amengual.
O fantástico visual de Cerro Castillo.
Encontrar Pedro Nalesso, solitário clicista catarinense num final de tarde nas montanhas da Ruta 40.
Fotografar um casal de Huemul perto do Lago Desierto em El Chaltén. 
Ter o privilégio de encontrar uma colônia de leões marinhos ao lado da rodovia, em Caleta Olívia.
Ter a oportunidade de ter desfrutado de momentos maravilhosos com nossa saudosa amiga Cristina. 

PIORES MOMENTOS

Em toda viagem sempre acontece algo desagradável e nesta não poderia ser diferente.
O primeiro momento desagradável foi chegar em Perito Moreno e descobrir que o carro estava sem marcha ré. O pior foi rodar mais de 6.000 km nestas condições.

Depois de rodar mais de 500 km em estrada de chão, um dos pneus não suportou e criou bolhas, descoberto só em El Calafate.
Passamos momentos de sufoco antes de chegar a Piedrabuena, pois o carro chegou com o combustível no limite. Não dá para abusar na Patagônia, pois as distancias são enormes e é normal alguns postos ficarem sem combustível.

MICOS

Numa viagem longa e cansativa acontecem episódios engraçados e às vezes verdadeiros micos.

Em El Chaltén erramos a estrada para o Lago Desierto, atravessamos um pontilhão de madeira e no outro lado não tinha espaço para manobrar. Ainda por cima o carro sem ré. Foi o maior sufoco e muita força nas pernas para manobrar o carro.
O outro mico foi em Puerto San Julian, onde uma viatura da polícia estacionou na frente do carro e ficamos torcendo para saírem logo, pois o carro estava sem marcha ré e não tínhamos como manobrar.


RECOMENDAÇÕES

As atrações turísticas que recomendamos para serem visitadas são:
Ventisquero Colgante no Parque Nacional Queulat, Valle Simpson e Cerro Castillo na Carretera Austral.

El Chaltén, Lago Desierto e Las Grutas na Argentina.
Colônia do Sacramento no Uruguai. 

Fotos das flores fotografadas durante a Expedição Patagônia no link:  http://digiphotus.com/2014/10/03/flores-da-patagonia/


Viajar é conhecer paisagens, pessoas e culturas diferentes.
Para quem pretende ter uma experiência deste tipo, recomendamos  planejamento, pesquisas, espírito aventureiro e dedicação para colocar estas informações à disposição de todos os que irão participar da aventura.


Mapa do roteiro da Expedição traçado no OSRM:

OSORIO A PAINEL

Olá Pessoal

Saímos as 7:18 horas de 24/03/14 de Osório com destino a Painel. 
Paramos num posto da BR-101 para tomar o café da manhã.

Completamos o tanque com 35,29 litros de gasolina num BR de Osório, tendo percorrido 573 km desde o abastecimento no BR de Santa Vitória do Palmar, perfazendo uma média de 16,24 km/l.

Seguimos pela BR-101 até o entroncamento com a Rota do Sol, onde seguimos pela ERS-486 na direção da serra até Tainhas, onde seguimos pela BR-453 até o entroncamento com a ERS-110.

Seguimos pela ERS-110 até Bom Jesus. Neste trecho há 20 km sem pavimentação em regular estado de conservação.
Em Bom Jesus seguimos pela BR-285 até São José dos Ausentes. Então tomamos a ERS-020 na direção de São Joaquim. A partir daí são 73 km de estrada de chão em estado de conservação ruim.

Paramos em São José do Silveira para almoçar. Daí seguimos na direção do Luizinho e São Joaquim.
Paisagem típica de São José do Silveira


Chegamos em casa as 15:30 horas com o odômetro marcando 54.269.

Em 25/03/14 completamos o tanque com 22,5 litros de gasolina num BR de Lages, tendo percorrido 387 km desde o abastecimento no BR de Osório, perfazendo uma média de 17,2 km/l.


Neste trecho percorremos 351 km( 93 km em estrada de chão). Desde o início da Expedição já percorremos 10684 km, sendo 10605 km com o Clio ( 751 km em estrada de chão) e 79 km em balsa.

Trilhas de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1714772 


Mapa do roteiro traçado no OSRM:


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Equipe DigiPhotus

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

CHUI A OSORIO

Olá Pessoal

Saímos As 8:15 horas de 23/03/14 de Chuí  com destino a Osório. Seguimos pela BR-471 até Santa Vitória do Palmar, onde entramos para abastecer.

Completamos o tanque com 34,7 litros de gasolina no BR de Santa Vitória do Palmar, tendo percorrido 1.034 km desde o abastecimento no YPF ACA de Zarate, perfazendo uma média de 17,32 km/l.

Seguimos pela BR-471 na direção de Rio Grande. A passagem pelo banhado do Taim é sempre oportunidade para fotografar a fauna da região.

Ainda na região do Taim encontramos o Will Dugan, americano que estava começando sua cruzada pelo litoral brasileiro de bicicleta. Desejamos boa caminhada para o Will.
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Will Dugan em sua cruzada pelo litoral brasileiro
Na localidade de Quinta mudamos para a BR-392 seguindo com destino ao porto de Rio Grande para fazer a travessia de balsa para São José do Norte.

Por sorte chegamos no horário e não ficamos esperando muito tempo para embarcar. A bonita travessia de 5 km demora em torno de 30 min.

Logo após a travessia fomos almoçar num restaurante de rodízio de frutos do mar. Como é bom uma comidinha brasileira.

Depois do almoço fomos conhecer o centro histórico de São José do Norte. Aí seguimos pela RSC-101, prolongamento da BR-101 de São José do Norte a Osório.

Alguns quilômetros adiante encontramos a Luiza Schlemper e um grupo de cavaleiros fazendo sua cavalgada dominical.
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Luiza Schlemper e amigos em sua cavalgada dominical
A principal atração deste trecho é o Parque Nacional da Lagoa do Peixe, em Tavares. O acesso ao parque fica 9 km ao norte de Tavares e é bom ficar bem atento, pois não há sinalização.
A estradinha é precária, mas a profusão de aves aquáticas vale muito a pena. Da rodovia até a praia são 9 km de estrada de areia com 3 pontilhões muito precários. Com automóvel sem ré foi de assustar.
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Um dos pontilhões da estradinha da Lagoa do Peixe
Depois da Lagoa do Peixe seguimos viagem pela RSC-101 no sentido norte. Depois de Mostardas as opções de hospedagem são precárias e a estrada está em péssimas condições.
Anoitecemos perto de Palmares do Sul, mesmo cansados, fomos obrigados a tocar até Osório.

Conseguimos hospedagem somente as 22:00 horas em Osório.

Neste trecho percorremos 591 km com o Clio( 14 km em estrada de chão) e 5 km de balsa. Desde o início da Expedição já percorremos 10333 km, sendo 10254 km com o Clio ( 658 km em estrada de chão) e 79 km em balsa.

Trilhas de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1698595 


Mapa do roteiro traçado no OSRM:


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Equipe DigiPhotus

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

SAN JOSE DE MAYO A CHUI

Olá Pessoal


Saímos as 7:20 horas de 22/03/14 de San José de Mayo com destino a Chuí.

Seguimos pela ruta 11 passando por Santa Lucía, Canelones, Santa Rosa e San Jacinto até o entroncamento com a ruta 8. Seguimos pela ruta 8 até o entroncamento com a ruta 9. Aí tomamos a ruta 9 passando por Pan de Azúcar e San Carlos até chegarmos em Rocha.

Em Rocha seguimos pela ruta 15 até o balneário La Paloma. Em La Paloma há um interessante farol a beira mar. A praia é de areia grossa com mar turbulento, longe da ideal para quem mora em Santa Catarina.
Farol de La Paloma
 Depois de conhecermos La Paloma, retornamos a Rocha para almoçar. Depois do almoço fizemos um abastecimento complementar de 10 litros de gasolina num ANCAP de Rocha, para garantir nossa chegada em Chuí. 

Seguimos pela ruta 9 passando por Castillos. Antes de Chuí fomos conhecer o belo Parque de Santa Teresa.

Chegamos em Chuí já no final de tarde. Ainda no lado uruguaio fomos conhecer o Forte de São Miguel.

Depois dos trâmites aduaneiros nos hospedamos no lado brasileiro da fronteira.
Avenida Brasil em Chuí

Aqui o marco divisório é a Avenida Brasil, de um lado a Chuy uruguaia e do outro a Chuí brasileira. Aqui se concentra o comércio de fronteira.


Neste trecho percorremos 497 km. Desde o início da Expedição já percorremos 9737 km, sendo 9663 km com o Clio ( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilhas de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687645 

Mapa do roteiro traçado no OSRM:


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Equipe DigiPhotus

segunda-feira, 7 de julho de 2014

GUALEGUAYCHU A SAN JOSE DE MAYO

Olá Pessoal

Saímos as 9:00 horas de 21/03/14 do hotel na RN14 perto do trevo de Gualeguaychu para em seguida tomar a RP16, rodovia de acesso a cidade.

No final da travessia de Gualeguaychu tem um providencial Carrefour, próprio para os turistas gastarem seus últimos pesos antes da fronteira. 

Em seguida tomamos a RN136 na direção da fronteira com o Uruguai em Fray Bentos. Depois dos trâmites aduaneiros que é feito no lado uruguaio da fronteira seguimos pela ruta 2 na direção de Mercedes.

Fizemos um abastecimento complementar com 15 litros de gasolina num BR de Mercedes.

Perto de Palmital havia uma concorrida feira agropecuária. 
Nos últimos anos esta região rural do Uruguai se transformou, passando de atividade predominantemente pecuarista  para agrícola de ponta. Os rebanhos bovinos estão cada vez mais raros no Uruguai.

Máquina agrícola transitando na rodovia
Paramos para almoçar em Palmital. Seguimos pela ruta 2 até José Enrique Rodó, onde tomamos a ruta 55 na direção de Ombúes de Lavalle.
Continuamos na ruta 55 até o cruzamento com a ruta 21. Nesta região há grande quantidade de máquinas agrícolas transitando na rodovia.


Depois seguimos na 21 até Colonia del Sacramento.
Colonia del Sacramento foi fundada pelos portugueses, sendo patrimônio da humanidade tombado pela Unesco. Todo este patrimônio histórico está muito bem conservado.
Há boas opções gastronômicas e de bares. Valeu a pena dar uma esticada e conhecer esta bela cidade.
As aberturas para o Mar del Plata e o casario histórico possibilitam a tomada de belas imagens deste recanto cisplatino.

Fotos de Colonia del Sacramento no link: http://digiphotus.com/2015/10/22/a-charmosa-colonia-del-sacramento/


Colonia del Sacramento
Depois de percorrer o centro histórico, seguimos pela ruta 1 na direção de Ecilda Paulier, onde tomamos a ruta 11 na direção de San José de Mayo, onde pernoitamos.


Neste trecho percorremos 368 km. Desde o início da Expedição já percorremos 9240 km, sendo 9166 km com o Clio ( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilha de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687644 


Mapa do roteiro traçado no OSRM:



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Equipe DigiPhotus

PUNTA ALTA A GUALEGUAYCHU

Olá Pessoal

Saímos as 8:09 horas de 20/03/14 do hotel em Punta Alta seguindo pela RN3 na direção de Buenos Aires.

A rodovia cruza a província de Buenos Aires, celeiro agrícola do país. É estradão que não acaba mais. 

Completamos o tanque com 28,74 litros de gasolina num YPF de Tres Arroyos, tendo percorrido 489 km desde o abastecimento no YPF ACA de Viedma, perfazendo uma média de 17,01 km/l.

Paramos para almoçar em Azul. 
O costume da "siesta" é muito arraigado entre os argentinos, mas achamos absurdo todo o comércio estar fechado as 16:30 horas, em San Miguel del Monte. 
Infelizmente não pudemos comprar água mineral, pois até o supermercado local estava fechado. 

Seguimos pela RN3 até Cañuelas, onde mudamos para a RP6 na direção de Luján, com o objetivo de contornar a região metropolitana de Buenos Aires. Sem marcha ré o negócio era evitar a passagem por grandes aglomerações urbanas. 

A RP6 está em obras e sua utilização provoca muitos transtornos. As obras acabam nas imediações de Luján. Continuamos na RP6 até Zárate.

Completamos o tanque com 33,08 litros de gasolina no YPF ACA de Zárate, tendo percorrido 546 km desde o abastecimento no YPF de Tres Arrroyos, perfazendo uma média de 16,51 km/l.

Depois de dar um giro por Zárate resolvemos seguir viagem pela RN12 na direção de Gualeguaychu.
Seguimos pela RN12 até Ceibas, onde tomamos a RN14.

Paramos as 22:00 horas num hotel as margens da RN14, próximo ao trevo de Gualeguaychu. 


Neste trecho percorremos 875 km. Desde o início da Expedição já percorremos 8872 km, sendo 8798 km com o Clio ( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilhas de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687639 
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687642 

Mapa do roteiro traçado no OSRM:



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Equipe DigiPhotus

SAN ANTONIO OESTE A PUNTA ALTA

Olá Pessoal

Saímos as 8:05 horas de 19/03/14 do hotel em San Antonio Oeste na direção do balneário Las Grutas.

O balneário está localizado 16 km ao sul de San Antonio Oeste por rodovia asfaltada.
Para quem circula pela RN3 este é um excelente passeio alternativo. As formações rochosas destas grutas nos contrafortes do Oceano Atlântico compõem um cenário digno de registro.

Balneário Las Grutas em San Antonio Oeste

 Depois das fotos seguimos viagem pela RN3 na direção de Viedma. 

Fotos de Las Grutas no link: http://digiphotus.com/2015/10/09/las-grutas/

A Patagônia termina nas proximidades do vale do rio Negro e a paisagem muda radicalmente. O deserto dá lugar a um vale verdejante cultivado com grãos e frutíferas.
Depois de vários dias sem poder degustar frutas, não perdemos a oportunidade de parar numa banca e provar as delícias da região.
Uvas, pêssegos e peras direto do produtor. As frutas argentinas de clima temperado realmente são insuperáveis.

Desde o início da preparação Viedma fazia parte do roteiro da Expedição por ser a cidade onde morava Cristina Moritz, amiga da chefe de nossa equipe. Aproveitamos a parada na banca para ajustar o GPS para o endereço de nossa amiga.

Seguimos pela RP1 na direção do balneário El Condor, que fica na foz do Rio Negro. Nossa amiga morava numa chácara desta rodovia. Infelizmente nos confundimos com o número da casa e nos perdemos.
Finalmente, depois de muito tempo procurando, reencontramos nossa amiga a quem não víamos desde a formatura, há mais de 30 anos.

Foi ótimo nos reencontrarmos, colocarmos os papos em dia.
Depois de conhecermos o recanto de nossa amiga, saboreamos um farto almoço regado a um bom vinho argentino oferecido pela Cristina e seu marido Ezequiel.

Depois de renovarmos promessas de novos encontros, desta vez no Brasil, seguimos viagem na direção de Carmen de Patagones.

Infelizmente por uma dessas coincidências da vida, nossa amiga Cristina Moritz nos deixou inesperadamente, durante o feriadão de Páscoa, alguns dias depois de nosso reencontro.

Ainda chocados com sua falta, deixamos aqui nossa homenagem a saudosa amiga Cristina Moritz:

"No llores al pie de mi tumba
porque yo no estoy allí,
dirige tu mirada al cielo
y en él me encontrarás.
Soy la nube, la gota de lluvia,
así como el sol y las estrellas
de este infinito firmamento,
el canto del mar
y la luz en tus momentos
de densa oscuridad.
¿Acaso no me ves?
Mira bien…

Sob a sombra na brisa do Rio Negro

Porque estoy en el vuelo
y dulce trino de las aves.
Te abrazo con la brisa…
Piénsame mientras lo hago

y así me sentirás."

Na passagem por Viedma, completamos o tanque com 29,13 litros de gasolina no YPF ACA, tendo percorrido 519 km desde o abastecimento no BR de Puerto Madryn, perfazendo uma média de 17,82 km/l.

 Depois da travessia do rio Negro a paisagem muda radicalmente ao entrarmos na Província de Buenos Aires, grande produtora agrícola da argentina. Além das plantações de soja, as montanhas de cebolas ganham destaque na paisagem.

Seguimos então pela RN3 na direção de Bahia Blanca. Aqui a paisagem ganha a monotonia das regiões de monocultura, quebrada eventualmente por alguns charcos e bandos de papagaios.


Belo por do sol perto de Bahia Blanca
Ao anoitecer chegamos em Bahia Blanca, onde fomos brindados com um belo por de sol.
Como não conseguimos boas opções de hospedagem próximo a rodovia, seguimos adiante na direção de Punta Alta, onde nos hospedamos.

Neste trecho percorremos 549 km. Desde o início da Expedição já percorremos 7997 km, sendo 7923 km com o Clio ( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilhas de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687637
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687638

Mapa do roteiro traçado no OSRM:




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Equipe DigiPhotus

domingo, 15 de junho de 2014

COMODORO RIVADAVIA A SAN ANTONIO OESTE

Olá Pessoal

Saímos as 8:35 horas de 18/03/14 do hotel em Comodoro Rivadavia seguindo pela RN3 na direção de Trelew.


Desde Rio Gallegos não há variação de paisagem, os quilômetros passam e a paisagem desértica da Patagônia continua a mesma.

Paramos em Trelew para almoçar. Apesar da monotonia paisagística, fizemos algumas paradas para fotografar pássaros da região patagônica. Neste trecho avistamos várias perdizes da Patagônia.


Entramos em Puerto Madryn para conhecer suas atrações turísticas, mas infelizmente não conseguimos informações adequadas ou estimulantes. Somente indicaram loberias, que depois de Caleta Olivia não faziam mais parte de nossos interesses.

Completamos o tanque com 26,55 litros de gasolina num BR de Puerto Madryn, tendo percorrido 446 km desde o abastecimento no YPF de Comodoro Rivadavia, perfazendo uma média de 16,8 km/l.
Laguna de los Loros
Uns 50 km antes de San Antonio Oeste encontramos a Laguna de los Loros. Por sorte, como era final de tarde assistimos a revoada e pouso de um bando de papagaios coloridos.

Chegamos em San Antonio Oeste as 20:00 horas. Na recepção do hotel ficamos sabendo que a maior atração da região era a praia de Las Grutas, que passou a fazer parte do roteiro para o dia seguinte.
Carroção colonial em praça de San Antonio Oeste
Neste trecho percorremos 713 km. Desde o início da Expedição já percorremos 7448 km, sendo 7374 km com o Clio ( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilha de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687636

Mapa do roteiro traçado no OSRM:



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Equipe DigiPhotus

segunda-feira, 26 de maio de 2014

PIEDRABUENA A COMODORO RIVADAVIA

Olá Pessoal

Saímos as 8:30 horas de 17/03/14 do hotel em Comandante Piedrabuena a procura da loja de pneus.
Na verdade era uma borracharia bem instalada que vendia pneus novos. Por sorte eles tinham em estoque  o Firestone F590, mesmo modelo dos pneus do Clio, que não é mais comercializado no Brasil.
Então foi sacar o pneu reserva que era zero e fazer par com o novo adquirido. O pneu defeituoso foi jogado fora e o outro pneu traseiro usado ficou para estepe.

Feito isto seguimos  até a Isla Pavon, localizada no Rio Santa Cruz. Depois das fotos seguimos viagem pela RN3 na direção de Comodoro Rivadavia.

Neste trecho se avista muitas emas e guanacos. 
Entramos em Puerto San Julian para conhecer e almoçar. 
Logo na entrada da cidade há um restaurante com placa de "Comidas Caseras", cujo cardápio não nos agradou.
Na segunda opção o local era agradável, porém fomos mal atendidos. Para culminar ao sermos servidos percebemos que o acompanhamento era diferente do que constava no cardápio. Para compensar a carne estava ótima.
 
Aqui passamos por um sufoco logo depois do almoço. 
Saímos da avenida principal e numa lateral logo achamos um local para estacionar depois de uma entrada para garagem. Ideal para quem estava sem marcha ré, pois era uma subida.

Descemos do carro e fomos até a orla perto do Hotel Costanera onde fica a Plazoleta Heroes de Malvinas. O que chama atenção é o caça da Força Aérea Argentina, remanescente da Guerra das Malvinas, içado como monumento. 

Caça na plazoleta de Puerto San Julian


Depois disso, manobramos o carro e retornamos para a avenida, então percebemos que do outro lado havia uma igreja que merecia ser fotografada. Mal estacionamos e um carro da polícia local fechou a nossa frente em 45º. Num instante pensamos o que iríamos fazer para sair sem ré.

Então os policiais saíram da viatura e disseram que fizemos uma convergência não permitida, pois saímos da lateral na contra-mão. No desespero de andar sem marcha ré e pelo fato de termos só entrado e logo em seguida dado a volta não percebemos que a lateral era de mão única.

Ainda bem que os policiais deram um desconto por sermos brasileiros e para nosso alívio logo foram embora. Imagina se eles ficassem estacionados no local. Ou a gente teria que dormir na cidade ou teria o carro apreendido por estar circulando sem marcha ré.

Depois deste episódio nossa agonia aumentou e a partir daí evitaríamos todas as passagens urbanas mais complicadas.

Seguimos para a RN3, onde tomamos a direção de Comodoro Rivadávia.
Nosso retorno pelo litoral objetivava passar pelas loberias.
Um pouco antes de Caleta Olivia tivemos uma grande surpresa. Ao nos aproximarmos do litoral notamos algo diferente na praia.

Era uma colônia de lobos marinhos, aparentemente recém instalada, pois não havia qualquer sinalização ou proteção para os curiosos.
Então aproveitamos a rara oportunidade de circular livremente entre os lobos, com um olho na câmera e outro nos lobos. Outra curiosidade desta região é que a faixa litorânea é recoberta por seixo rolado, produzindo um som muito característico no contato com as enormes ondas locais.

Entre os lobos marinhos de Caleta Olivia
 Como já era final de tarde, depois de nos extasiarmos com o achado, seguimos viagem.

Fotos da Loberia de Caleta Olivia no link: http://digiphotus.com/2015/10/04/loberia-de-caleta-olivia/

Chegamos em Comodoro Rivadavia ao anoitecer.

Completamos o tanque com 29,64 litros de gasolina num YPF de Comodoro Rivadavia, tendo percorrido 567 km desde o abastecimento no YPF de Piedrabuena, perfazendo uma média de 19,13 km/l.

A RN3 passa dentro da cidade e nós chegamos bem na hora do rush.  Depois de muito sufoco conseguimos encontrar hotel já na saída.

Neste trecho percorremos 575 km. Desde o início da Expedição já percorremos 6735 km, sendo 6661 km com o Clio ( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilha de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687634
 
Mapa da rota traçada no OSRM:


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Equipe DigiPhotus

domingo, 18 de maio de 2014

EL CALAFATE A PIEDRABUENA

Olá Pessoal

Saímos as 6:07 horas de 16/03/14 da pousada em El Calafate com destino a Torres del Paine.
Viajar no escuro e com o carro baleado(sem marcha ré e um dos pneus com bolhas) exige todo tipo de cautela. Depois de algum tempo percebemos que viajando numa velocidade de até 90 km/h a trepidação era menor. 
Amanheceu garoando na região. Seguimos pela RN 40 até La Esperanza. Como o tempo continuava feio, sem visibilidade, resolvemos parar no Posto YPF, no entroncamento da RN40 com a RP5, para tentar obter informações sobre as condições do tempo em Torres del Paine.
As informações eram peśsimas, pois o frentista disse que a frente fria estava atuando desde Rio Turbio. 
Do motorista de um ônibus de turismo que ia para Torres del Paine ouvimos a mesma informação. 
Ele também disse que o tempo ruim deveria perdurar por mais 3 dias.
Analisando toda a situação e as condições do carro, depois do café  resolvemos seguir viagem de volta para o  Brasil.

Depois de rodarmos 20 km o tempo abriu e então paramos para discutir sobre o que faríamos. 
Então resolvemos voltar atrás e encarar a viagem para Torres del Paine. Afinal estávamos muito perto do Paso Cerro Castillo, porta de entrada para Torres del Paine.

Seguimos pela RN40 até o entroncamento com a RP7. Esta é uma região onde se destacam as estâncias de criação de ovelhas.

A RP7 é uma estradinha que dá acesso ao Paso Don Guillermo, em Cancha Carrera. Depois se segue pela Y205 até a aduana chilena de Cerro Castillo, num trajeto de 13 km.

Paso Don Guillermo em Cancha Carrera
 Chegamos em Cerro Castillo perto do meio dia e o tempo continuava fechado com garoa.
Conversamos com guias que estavam voltando de Torres de Paine e informaram que lá estava ainda pior.
Então não nos restava alternativa, com aquela previsão de tempo e o carro em péssimas condições o mais lógico seria desistir.
Depois do almoço vendemos os pesos chilenos e pegamos estrada de volta para o Brasil.

Seguimos pela RN40 até La Esperanza, onde tomamos a RP5 em direção a Rio Gallegos. Depois de alguns quilômetros o tempo começou a abrir. Aqui cometemos um erro que marcaria o final daquela tarde.
Quem transita pela Patagônia, nunca pode esquecer que as fontes de abastecimento são raras e é bom sempre ter um mapa em mãos para se certificar das distâncias para os próximos pontos de abastecimento de comida e combustível. É comum as distancias entre cidades superarem os 150 km. Também é  bom se certificar sobre o tamanho das cidades, pois muitos pontos no mapa não passam de aglomerados com meia dúzia de casas.
Além disso, é comum faltar combustível nas pequenas cidades.

No entroncamento da RP5 com a RN3, que dista 30 km de Rio Gallegos, fizemos calculos preliminares e chegamos a conclusão que teríamos combustível rodar mais 200 km até Comandante Piedrabuena. Além disso havia mais dois pontos de abastecimento no trecho.
Então seguimos em frente pela RN3. 
Foi um erro que nos custou alguns fios de cabelo e muita apreensão até chegar em Piedrabuena.
Infelizmente os pontos de abastecimento do trecho estavam sem combustível e a medida que os quilômetros passavam o silêncio dentro do carro aumentava, nossos olhos permaneciam vidrados no marcador de gasolina e na distancia que ainda faltava.
Um pensamento era latente, o que faríamos se ficássemos sem combustível naquele deserto patagônico.

Fotos do deserto patagônico no link: http://digiphotus.com/2015/09/27/deserto-da-patagonia/

Enfim chegamos em Piedrabuena só no bafo da gasolina.. Ufa!

Completamos o tanque com 42 litros de gasolina num YPF de Piedrabuena, tendo percorrido 778 km desde o abastecimento no YPF de El Calafate, perfazendo uma média de 18,52 km/l.

Neste trecho percorremos 779 km, sendo 26 km em estrada de chão. Desde o início da Expedição já percorremos 6160 km, sendo 6086 km com o Clio( 644 km em estrada de chão) e 74 km em balsa.

Trilha de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687632 

Mapa da rota traçada no OSRM:


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Equipe DigiPhotus

sábado, 10 de maio de 2014

EL CHALTÉN A EL CALAFATE

Olá Pessoal

Saímos as 9:00 horas do hotel de El Chaltén a procura de borracheiro. Desde que o Clio perdeu a marcha ré, nossas preocupações com estacionamento e manobras nas áreas urbanas redobraram. 

Infelizmente o borracheiro de El Chaltén não estava equipado para fazer balanceamento, então teríamos que procurar uma borracharia em El Calafate.

No hotel nos informaram que as principais atrações paisagísticas de El Chaltén estão localizadas ao longo da RP23, estrada que leva ao Lago del Desierto.
Praça central de El Chaltén com Fitz Roy ao fundo
 Depois de algumas fotos da cidade e da Capilla Toni Egger, seguimos pela Costanera e ao final desta concluímos que o acesso seria pela ponte sobre o Rio de las Vueltas.

Fotos de El Chaltén no link:  http://digiphotus.com/2014/11/08/el-chalten/

Ao chegar no final da ponte percebemos que este era um acesso particular. Sem a ré, ficamos numa tremenda saia justa para planejar a manobra de retorno sem precisar ser guinchado.
Acreditamos que este foi o maior sufoco que passamos na viagem. Deu o maior trabalho empurrar morro acima cuidando para não despencar no rio. Enfim, micos de viagem.

Depois disto achamos a avenida San Martin e seguimos pela RP23 em direção ao Lago del Desierto.

Até o Lago del Desierto são 36 km de estrada de chão de péssima qualidade, mas a beleza paisagística deste trecho vale todo o sacrifício. 
 
Fotos do Valle de las Vueltas no link: http://digiphotus.com/2014/11/02/valle-de-las-vueltas/


Ao longo desta estrada há muitos locais para se fotografar as geleiras e o Cerro Fitz Roy, com excepcionais enquadramentos destas montanhas. Além disso há uma boa alternância de paisagens, com lagos e florestas.

Fotos do Fitz Roy no link:  http://digiphotus.com/2014/11/23/fitz-roy/

Uma das passagens mais bonitas é a travessia pela ponte de ferro sobre o Rio Eléctrico.

Atravessando o Rio Eléctrico
No final da estrada fica o Lago del Desierto, onde, além de apreciar a paisagem, há opção de passeio de catamarã. O forte vento e o frio não nos animaram a fazê-lo.

Na volta, no trecho de floresta um grupo de homens estavam manobrando material de construção e tivemos que aguardar. 

Por sorte, naquele momento eles perceberam uma movimentação na mata logo acima da estrada e em seguida nos chamaram sinalizando para nos deslocarmos em silêncio.
Tivemos o privilégio de ver e fotografar um raro casal de huemul, variedade de cervo de grande porte, endêmico desta região da Patagônia. 

Fotos do Valle do Lago Desierto no link: http://digiphotus.com/2014/11/15/valle-del-lago-desierto/

Depois que passamos o trecho de florestas percebemos que as montanhas estavam encobertas e já não dava para ver o Fitz Roy.

Há 4 km da cidade paramos para contemplar a bela trilha do Salto El Chorillo.
Fotos de El Chorrillo del Salto no link: http://digiphotus.com/2015/01/18/el-chorrilo-del-salto/

Infelizmente quando chegamos em El Chaltén as montanhas já estavam totalmente encobertas.
Almoçamos num pub e depois seguimos pela RP23 na direção da RN40. Com o horizonte encoberto mal dava para ver o Lago Viedma e as geleiras.

Depois de 90 quilômetros entramos na RN40 em direção a El Calafate. Alguns quilômetros adiante a rodovia segue o bonito vale do Rio La Leona, que nasce no Lago Viedma.
Neste trecho se avista guanacos, emas e muitas aves aquáticas.

Chegamos em El Calafate as 19:00 horas. 
Completamos o tanque com 37,65 litros de gasolina num YPF de El Calafate, tendo percorrido 588 km desde o abastecimento no YPF de Gobernador Gregores, perfazendo uma média de 15,62 km/l.

Na borracharia descobrimos que o pneu traseiro esquerdo estava galopeado(todo cheio de bolhas) e precisava ser trocado. O bichinho não suportou mais de 600 km de estrada de chão. Infelizmente era sábado a tarde e o comercio de pneus só abriria na segunda. 

Como já conhecíamos as principais atrações de El Calafate resolvemos seguir no dia seguinte cedo para Torres del Paine. Aproveitamos para cambiar um pouco mais de moeda chilena.

Ao anoitecer o tempo fechou e começou a garoar. Parecia que o mal tempo que nos perseguia desde Puerto Montt estava de novo ao nosso encalço.

Fomos dormir preocupados com as condições do tempo no dia seguinte.

Neste trecho percorremos 286 km, sendo 72 km em estrada de chão. Desde o início da Expedição já percorremos 5381 km, sendo 5307 km com o Clio (618 km em estrada de chão) e 74 km de balsa.

Trilhas de GPS deste trecho:
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687613
https://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1687627

Mapa da rota traçada no OSRM:


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