terça-feira, 22 de janeiro de 2013

PUNO A CUSCO

Olá Pessoal

Acordamos cedo e logo depois do café tomamos um taxi em direção ao porto de Puno.

Depois de várias negociações, contratamos uma barca para ir até as Islas Flotantes de Uros. 
Depois de 12 anos estávamos voltando ao local. A caótica ocupação das ilhas ao longo deste período nos surpreendeu negativamente. 
De meia duzia de palhoças, Uros tinha se transformado numa vila com 2.200 habitantes em mais de 75 ilhas flutuantes.

construção típica de totora com placa informativa na ilha principal

Até restaurante e hotel já existe nas ilhas. 
Outra coisa que nos chamou a atenção foi a ampliação do conceito comercial de como o turismo é operado nas ilhas. 

Em alguns momentos chegou a ser constrangedor a imposição da venda de produtos ou a constante solicitação de ajuda para a manutenção da comunidade.


Congestionamento de barcos de totora na ilha principal de Uros
Mas na essência este recanto do lago Titicaca continua o mesmo. 

Postagem das fotos  das Islas Flotantes no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/04/islas-flotantes-de-los-uros.html


Depois do passeio até Uros, só faltava andar de tuc-tuc. Na volta ao hotel, não resistimos e nos divertimos andando nesta invenção indiana.

No hotel tentamos fazer reserva para hospedagem em Cusco.
A preocupação tinha fundamento. Afinal íamos  chegar na noite do reveillon na antiga capital do império inca.

Depois da confirmação das reservas, saimos de Puno as 12:00 horas de 31/12/12, com destino a Cusco.

Tomamos a rodovia 3S até o trevo de acesso a Silllustani.

Por recomendação do frentista de Juliaca, fomos conhecer Sillustani e as chulpas da época do reino Colla, civilização pré-incaica.

Fotos de Sillustani no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/11/sillustani.html

As chulpas são monumentos utilizados como túmulos pelas famílias nobres desta civilização pré-incaica.


Galeiros da estrada numa das chulpas de Sillustani
Mas o que nos chamou atenção foram as construções pré-incaicas das casas de pedra da pequena Atuncolla, antiga capital do reino Colla, principal reino da civilização Aimará.

Os aimarás formavam uma civilização inimiga dos incas, sendo dominados pelos incas no século XV. Os vestígios desta civilização podem ser encontrados na região do Titicaca e estão presentes em Sillustani, Atuncolla e Tihuanaco.

Até hoje a richa entre aimarás(bolivianos) e quetchuas(peruanos) é muito grande.

Na saída de AtunColla fomos atingidos por uma trovoada e uma saraivada de granizo. 
No trevo com a rodovia 3S seguimos na direção de Juliaca.

A passagem por Juliaca foi tumultuada. 
O trânsito pesado desta cidade com sua infinidade de tuc-tucs e a peculiar forma da população enfrentar este caótico trânsito são dignos de registro.
Lá impera a lei de quem chega primeiro tem a vez nos cruzamentos. 
Se tu deres a vez, não vais sair do lugar!

Trânsito caótico de Juliaca

Depois desta passagem, passamos por duas blitz da polícia na saída da cidade.  
Era nítida a vontade de ferrar os turistas brasileiros, mas graças as informações que tínhamos coletado antes da viagem, estávamos totalmente legalizados e saimos incólumes do assédio.

 Seguimos na rodovia 3S até Cusco. A passagem por "Abra la Raya"  com 4.338 m.a.n.m., ponto culminante deste trecho também foi registrada.

Em Cusco era visível o agito das comemorações de final de ano.
Mas uma surpresa nos aguardava. No hotel não encontraram nossas reservas.

Ao apresentarmos nossos comprovantes o recepcionista nos acomodou num canto do segundo andar. 
Naquela situação e considerando a lotação dos hotéis com o revellion, só nos restava aceitar.

Saimos para jantar e acompanhar as comemorações de final de ano. A Plaza de Armas concentra as comemorações e estava lotada. 


Revellion em Cusco

A meia noite, na tradição local, os turistas dão voltas ao redor da praça para comemorar.
Com a aglomeração aumentando, logo voltamos para o hotel. 

No retorno ao hotel tivemos mais uma surpresa, desta vez positiva, o recepcionista do Cisnes de Marsano havia conseguido acomodações adequadas, nos transferindo para o andar térreo.

Neste trecho percorremos 418 km. Desde o início da Expedição já percorremos 5.217 km em carro próprio e 312 km em veículos de terceiros, 2 km de tuc-tuc e 1 hora de barco.

Trilhas de GPS deste trecho da viagem:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1377734
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1377783 
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1377786 

Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste trecho da viagem:


Puno a Cusco
Até mais 

Equipe DigiPhotus

CHIVAY A PUNO

Olá Pessoal

Saímos de Chivay às 7:49 horas do dia 30/12/12 com destino a Puno.

Tomamos a rodovia 1SE por 85 km, depois seguimos pela 34A até o entroncamento com a Interoceânica, seguindo por esta rodovia até Juliaca.

Pudemos finalmente conhecer de dia a estrada de acesso a Chivay, que por sinal está em péssimo estado de conservação, principalmente no trecho entre o mirador e Chivay.  
Os principais destaques deste trecho são a Pampa Detoccra e o Mirador del Volcanes a 4.920 m.a.n.m.

A bela Pampa Detoccra (altitude de 4.477 m.a.n.m.) é uma área de pastagem nativa do altiplano onde vivem milhares de lhamas, vicunhas e alpacas.

Fotos da Pampa Detoccra no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/10/pampa-detoccra.html

No Mirador del Volcanes uma "chola" da cultura cabana monta todos os dias uma banca para venda de seus artesanatos e assessora os turistas na localização e denominação dos vulcões. 

Mirador del Volcanes - shopping nas alturas

A paisagem até Juliaca é típica de altiplano, com vegetação rasteira e campos de criação de lhamas, alpacas e vicunhas.

Fotos deste trecho do altiplano peruano no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/09/explendor-do-altiplano-peruano.html

Juliaca é um centro industrial e comercial e a capital dos tuc-tuc no Perú. Seu caótico trânsito lembra Índia e Vietnã.

No meio daquele trânsito caótico, tínhamos que procurar restaurante para almoçar. Conseguimos estacionar no pátio de um posto de gasolina e almoçar num restaurante perto.

Depois do almoço, para retribuir o favor do estacionamento, completamos o tanque com 24,0 litros de gasolina neste Petroperu de Juliaca, perfazendo um consumo de 18,4 km/l desde o abastecimento em Arequipa. 
O frentista deu a dica de visitarmos a até então desconhecida (para nós) Sillustani.

Depois do abastecimento tocamos para Puno pela rodovia 3S. No hotel nos informaram que o passeio às Islas Flotantes de Uros só poderia ser feito pela manhã.

Mercado público de Puno

Aproveitamos para fazer compras e um tour pela cidade e seu mercado público.

Neste trecho percorremos 326 km. Desde o início da Expedição já percorremos 4.799 km em carro próprio e 310 km em veículos de terceiros.

Trilha de GPS deste trecho da viagem:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1377719 

Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste trecho da viagem:

Chivay a Puno
 
Até mais

Equipe DigiPhotus

domingo, 20 de janeiro de 2013

CHIVAY

Olá Pessoal

Chegamos as 22:00 horas de 28/12/12 em Chivay.  
Depois da pizza com cusqueña no Irish Pub voltamos para a pousada e pedimos informações sobre a principal atração da cidade, o passeio ao Cañon del Colca. 

Antes de dormir, acertamos na pousada a contratação de uma van privativa para realizar o passeio ao cânion.

A proprietária nos informou que o cânion está localizado a 50 km da cidade, sendo 30 km de estrada de chão em péssimo estado. 

Acordamos as 5:15 horas para sair as 6:20 horas para o Cânion del Colca. 
 

Foi curioso, interessante e emocionante tomar o café às 6:00 horas da manhã numa banquinha do mercado público de Chivay, entre as "cholas" e feirantes que descarregavam mercadorias. 

café da manhã no mercado público de Chivay

Na volta ao hotel, nosso guia Flávio já estava nos aguardando. Saimos as 6:25 horas. 

Na saída da cidade a passagem pelo vale do San Andrés já nos arrancou suspiros. 

Saindo de Chivay duas estradas margeiam o rio Colca. 

Na margem esquerda do rio Colca ficam 14 povoados incaicos das culturas cabana e kolawa e o Mirador Cruz del Condor.
 
Atravessando o rio pela Ponte Inca pela estrada da margem direita temos os povoados de Coporaque, Ichupampa, Lari e Madrigal. 

O nosso roteiro começou na simpática Villa Yanque, onde além da bela praça central e igreja, assistimos a apresentação de grupo infantil de dança folclórica inca. 

grupo de dança folclórica em Villa Yanque

Além das tradicionais paradas para fotografar as belas paisagens do Valle del Colca, as informações dadas pelo nosso guia nos possibilitou mergulhar na cultura local nos enriquecendo de detalhes. 

Na sequência visitamos os povoados de Achoma e Maca. Em todos os povoados e miradores do roteiro havia sempre as "cholas" vendendo seus artesanatos tradicionais da cultura inca. 

Nos povoados de Villa Yanque e Maca tem "cholas" com lhamas, alpacas e lindas águias domesticadas, disponíveis para fotos. 

Antes do Mirador Cruz del Condor há uma série de túmulos muito antigos feitos de pedra e encrustrados nas encostas do cânion, a maioria localizados acima do nível da estrada.

Fotos do Valle del Colca no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/04/valle-del-colca.html

nativa da cultura kollawa na Plaza de Armas de Villa Yanque

Mas o ponto máximo do roteiro é o Mirador Cruz del Condor, ponto da estrada muito perto dos ninhos dos condores. 

Neste local protegido vivem em torno de 40 aves, que todos os dias alçam seus graciosos vôos e mostram todo esplendor. 

Chegamos às nove e meia no mirador. O interessante foi observar toda a muvuca de turistas do mundo inteiro se posicionando para ver e fotografar o esperado vôo de sua majestade o condor. 

muvuca de fotógrafos a espera dele... El Condor

Mas os minutos passavam e nada... Nossa equipe já desacreditava no surgimento de algum condor. 

Nosso guia e os funcionários do parque foram consultados várias vezes. Já nos parecia "mico" como o por do sol no Valle de la Luna. 

Quando alguns veículos já abandonavam o local, alguma alma boa viu dois condores surgirem lá no fundão do cânion. 

Foi um alvoroço geral... todos acompanhando a lenta e magnífica performance. 

O condor buscava uma corrente de ar ascendente rente aos penhascos. Vagarosamente contornava os penhascos e ascendia cada vez mais. 

De vez em quando sumia por detrás de alguma encosta, para logo em seguida surgir mais acima e mais próximo dos turistas. 

De repente sumiu numa encosta... depois de algum tempo surgiu como por encanto por cima de nossas cabeças, pegando todos desprevenidos. 

Depois do susto, foi acertar o foco e começar a disparar. Agora sim, já podíamos partir, felizes com a magnífica aparição do condor. 

Felizes da vida fomos para a van pegar o caminho de volta. Quando contornávamos a segunda curva, nosso atento guia viu um grupo de condores voando a meia altura ao lado da van.

Descemos rápido e voltamos a disparar fotos e mais fotos. Quando voltamos para a van foi que percebi que na apavoração do flagrante, eu tinha esquecido de aproximar o foco da 70-300mm e havia perdido as melhores fotos de um condor macho. 
Enfim, são os micos de viagem, deve ser o efeito da altitude ou dos muitos chás de coca.

Fotos do Mirador Cruz del Condor no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/10/mirador-cruz-del-condor.html

De volta à van, mas frustrada com minha desatenção, seguimos para mais fotos no vilarejo de Maca.
 
O nosso motorista e guia Flávio durante todo percurso foi sempre muito gentil e atencioso. 

Ele seguiu o roteiro das operadoras que saem de Arequipa. O roteiro inclui paradas nos pueblitos que margeam o interessante e bonito Valle del Colca. 

Viemos para ver  o mais famoso cânion do Perú e ganhamos um verdadeiro banho de cultura e beleza natural. 

Este passeio verdadeiramente nos surpreendeu e permitiu mergulhar fundo na cultura incaica. Neste vale se respira e vive esta cultura em sua essência. 

Os povoados cultuam e vivem suas tradições como em poucos lugares ao redor do mundo. Só mesmo vindo para cá para sentir esta atmosfera e conviver com estas tradições.
Neste vale existem duas culturas distintas, com suas tradições e vestimentas. 

As mulheres da cultura cabana, baseadas em Cabanaconde, utilizam chapéus totalmente bordados. A cultura cabana de língua quechua se estabeleceu no vale por volta de 1320 DC.
As mulheres da cultura kollawa, baseadas em Chivay, utilizam chapéus brancos com faixa bordada. A cultura kollawa de língua aimará se estabeleceu no vale ainda no período pré-incaico, migrando da região do Lago Titicaca.

E Chivay é o centro cultural e comercial desta região. Nossa escolha pela estadia nesta pequena e simpática comunidade se mostrou uma das mais acertadas de toda a viagem. 

Fotos dos trajes típicos destas culturas no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/07/trajes-tipicos-do-altiplano-peruano.html

Chegamos em Chivay as 13:00 horas. Depois do almoço fomos fazer um tour pela cidade e mercado público.

Na Plaza de Armas descobrimos que lhamas e vicunhas também gostam de sorvetes.


niña da cultura cabana dividindo picolé com uma vicunha
O resto da tarde tiramos para descansar e colocar as anotações em dia. A noite voltamos ao Irish Pub para uma nova rodada de cusqueña.

Neste dia percorremos 100 km de van. Desde o início da expedição já percorremos 4.473 km com nosso carro e 310 km em veículos de terceiros.  

Imagem do mapa com o trajeto percorrido neste dia em Chivay:



Até mais

Equipe DigiPhotus

TACNA A CHIVAY

Olá Pessoal

O atraso com os trâmites burocráticos na alfândega peruana não permitiram que conseguíssemos obter o SOAP no dia anterior. 

A filial da seguradora La Positiva abriu as oito e meia, mas a funcionária responsável pela emissão só chegou as nove. 

Para variar (no Perú) o processo de emissão é muito burocrático e demorado. 

Os policiais peruanos estão cobrando altas propinas de brasileiros desavisados, que trafegam pelo Perú sem o SOAP. 
Pesquisando na internet sabíamos que em Puerto Maldonado estão cobrando U$ 8 pelo SOAP, mas nós acabamos pagando 50 soles em Tacna. 
De posse do SOAP(similar ao DPVAT), saimos as 10:00 horas de 28/12/12 de Tacna com destino a Chivay.

Tacna é uma interessante cidade litorânea do Perú. Assim como a vizinha Arica tem uma importante zona franca que movimenta o comércio local.

Na saída de Tacna fizemos um abastecimento emergencial (em posto meio suspeito) de 6,12 litros de gasolina, para garantir a viagem até Moquegua.

Tomamos a rodovia 1S para Moquegua, que fica a 150 km de Tacna.

Moquegua é uma simpática cidadezinha situada num verdejante vale de produção agrícola e de uvas viníferas. 

Moquegua - Oásis no deserto

Completamos o tanque com 37,35 litros de gasolina no Petroperu de Moquegua, dando uma performance de 19,3 km/l desde o abastecimento de San Pedro de Atacama.

Almoçamos na saída da cidade.

Continuamos na rodovia 1S  até Arequipa. Descobrimos que o Deserto de Atacama, que chega até Arica faz divisa com o Deserto de Sechura, que começa em Tacna. Da Cuesta de Lipan até Arequipa são mais de 1000 km percorridos pelo deserto.

Fotos do Deserto de Sechura no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/08/deserto-de-sechura.html

Fizemos um tour por Arequipa, uma das maiores cidades peruanas e aproveitamos para cambiar moeda na Plaza de Armas, garantindo soles para o restante da viagem no Perú.

Arequipa - Plaza de Armas

Completamos com  10,56 litros de gasolina num Petroperu de Arequipa, dando uma performance de 22,0 km/l desde o abastecimento de Moquegua. (eita cliozinho bão)

Saimos de Arequipa as 5 horas da tarde. Tomamos a movimentada rodovia 34A na direção de Juliaca. , depois de 70 km pegamos o acesso para Chivay pela 1SE.

Fotos do crepúsculo nos arredores de Arequipa no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/09/crepusculo-em-arequipa.html

Demoramos 5 horas para  percorrer os 165 km que separam Arequipa de Chivay. 
Saimos de uma altitude de 2.600 m.a.n.m em Arequipa para 4.920 m.a.n.m. perto do mirante dos vulcões, na estrada de acesso a Chivay.   
O mirante estava branco de neve e o termômetro da Pajero marcava -0,5 graus centígrados.
Então descemos para Chivay numa altitude de 3.651 m.a.n.m.

Chegamos em Chivay as 10 horas da noite. Depois de reservar pousada fomos marcar ponto no aconchegante Irish Pub, na Plaza de Armas, porque ninguém é de ferro.

Pizza com cusqueña no Irish Pub de Chivay

Neste trecho percorremos 553 km. Desde o início da expedição já percorremos 4.473 km em veículo próprio e 210 km em veículo de terceiros.

Trilha de GPS deste trecho da viagem:
 http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1377714

Tacna a Chivay


Até mais

Equipe DigiPhotus 

sábado, 19 de janeiro de 2013

SAN PEDRO DE ATACAMA A TACNA

Olá Pessoal

Saímos de San Pedro de Atacama as 6:46 horas de 27/12/12 com destino a Tacna no Perú.

Seguindo na ruta 23, logo depois de San Pedro há uma subida de mais de 1000 metros de altura. 
 
Do alto desta cordilheira é que se inicia o Deserto do Atacama, o mais árido do mundo. 
Daí até Arequipa (Perú) são mais de 1.000 km sem vegetação, nem os famosos capins espinhentos da Patagônia existem.
Nem vestígios de animais ou pássaros.
Pausa para foto no meio do nada

Perto de Calama se desce novamente para a altitude de 2400 metros.

Calama é o centro minerador do Chile, cidade de médio porte com grande circulação de camionetas das mineradoras, equipadas com rádio comunicadores de longa distância, próprias para operação no campo.

A rodovia passa ao lado da famosa mina de cobre de Chuquicamata, considerada a maior do mundo a céu aberto. 
As visitas ao centro do mina devem ser agendadas com antecipação junto a mineradora Copelco. 
Mas a visão que se tem da rodovia já impressiona.

Em Calama se pega a ruta 24. Logo que se passa a cidade há uma nova serra com forte ascensão e logo depois há uma descida em linha reta de muitos quilômetros. Aqui se pode bater recorde de descida em ponto morto, ou bater recorde de consumo de combustível.

Depois de 80 km pegamos a ruta 5(longitudinal norte), que segue pelo meio do deserto até Arica.
Passar por esta rodovia é um misto de deslumbramento e desafio, visto que há poucos pontos de apoio logístico e uma paisagem que vai de pedras, pedras e areia ou simplesmente nada.

Fotos do Deserto de Atacama no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/08/deserto-de-atacama.html

Por incrível que pareça, neste ambiente hostil avistamos mais um ciclista testando seus limites no deserto.
Ciclista aventureiro no meio do deserto

Esta rodovia está em obras e há dois desvios de 10 km cada.


Perto de Maria Helena há uma interessante zona de geoglifos.

Também há uma interessante região de salar crespo de pintado entre Victória e Pozo Almonte.

Na reserva do Tamarugal há um longo trecho de estrada ruim, que vai até quase Pozo Almonte.
Há alguns poucos oásis, vilas e cidades. Apenas uma em condições de dar um apoio melhor, Pozo Almonte, onde almoçamos.


Almoço no Jugos Naturales de Pozo Almonte
O que muda a paisagem são alguns tornadinhos e os geoglifos presentes em muitos trechos.

Finalmente chegamos a cidade portuária de Arica.

Fizemos um abastecimento complementar de 4 litros de gasolina no Copec de Arica, para gastar o saldo de pesos chilenos.

Como chegamos cedo, imaginávamos que poderíamos dormir em Moquegua.
Foi um mero sonho, porque teríamos que enfrentar os burocráticos trâmites aduaneiros peruanos.


Despedida do Chile e tormento na aduana de Tacna - Perú
A saída do Chile foi tranquila, porém a burocracia peruana para a entrada de veículo no país beira o absurdo. Perdemos 3 horas na brincadeira. Isto sem filas. Imagina se tivesse muito movimento.
Com três formulários preenchidos e mais de 10 carimbos lá fomos nós procurar hotel em Tacna.

Na passagem de fronteira o odômetro registrava 13691, ou seja já havíamos rodado 3.880 km desde nossa saída de casa.

Há diferença de fuso horário entre Chile e Perú, portanto tivemos que atrasar nossos relógios em 2 horas. A diferença de fuso horário para Brasília é de 3 horas.

Como anoiteceu no trecho, fomos obrigados a dormir em Tacna.
Na manhã seguinte ainda teríamos que conseguir o SOAP, seguro obrigatório de veículos no Perú.

Percorremos neste trecho 754 km. Desde nossa saída de casa já percorremos 3.920 km com o nosso carro, mais 210 km com outros veículos.

Trilhas de GPS deste trecho da viagem:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1374764
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1374766

Imagens dos mapas com os trajetos percorridos neste trecho da viagem:
San Pedro de Atacama a Calama

Calama a Pozo Almonte

Pozo Almonte a Tacna

Até mais

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

SAN PEDRO DE ATACAMA

Olá Pessoal

Chegamos em San Pedro de Atacama ao meio dia de 25/12/12.

Depois do almoço e de um tour pela cidade, fechamos com uma agência a ida na madrugada seguinte ao El Tatio(gêiseres), uma das principais atrações da região.

Resolvemos ir ao Valle de la Luna no mesmo dia. Por recomendação das agências saimos no final de tarde, para aproveitar o afamado por do sol do local.

Fizemos os 30 km do passeio na Pajero do Reginaldo. Depois das quebradas que vimos no sul de Salta, o Valle de la Luna não nos impressionou. 

Nas cuevas de sal do Valle de la Luna
Para quem vive na serra catarinense, o por do sol impressionou menos ainda. Apesar de que os reflexos dos últimos raios de sol sobre as escarpas das montanhas de arenito produziram boas imagens.

Fotos do Valle de la Luna no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/03/valle-de-la-luna.html

Depois do jantar fomos dormir cedo para aguentar o tranco do dia seguinte.

O passeio ao El Tatio é fantástico, mas para aproveitar os efeitos do nascer do sol sobre os vapores dos gêiseres, as vans saem de San Pedro as 4:00 horas da madrugada.

Acordar as 3:30 horas da madrugada não é fácil, mas foi o que aconteceu no dia 26/12, para irmos ao El Tatio.
São 90 km de distância, sendo 30 km de estrada de chão em péssimas condições. São 3 horas e meia de viagem, as últimas 2 horas sob forte sacolejo.

Mas vale a pena, mesmo enfrentando temperaturas abaixo de zero, o espetáculo proporcionado pelos gêiseres é fantástico. O El Tatio está numa altitude de 4.320 m.a.n.m.


Se aquecendo nos vapores de El Tatio

Depois de revigorante café da manhã e de compartilhar biscoitos com as aves locais, enfrentar um banho de escaldantes águas vulcânicas parece ser uma boa pedida.

Fotos das aves do El Tatio no link:http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/06/bichos-do-atacama.html

Aqui conhecemos um grupo de motociclistas do Paraná que faziam o percurso inverso ao nosso.

Depois de trocarmos informações sobre os percursos, o líder do grupo fez um comovente desabafo, que nos deixou muito emocionados. Esperamos que este contato seja o embrião de amizade duradoura.

As nove pegamos estrada de volta.

Fotos de El Tatio no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/05/el-tatio.html

Alguns quilometros depois a estrada cruza a Laguna Salada, que forma um pequeno oásis nesta paisagem desolada. Há uma interessante fauna aquática para observar.

Fotos da fauna aquática da Laguna Salada no link: http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/06/bichos-do-atacama.html

Parada estratégica no interessante pueblito Machuca, localizado no trecho de estrada de terra e numa altitude de 4.000 m.a.n.m.
Além das antigas construções do local, os aperitivos feitos pelos nativos são de deixar água na boca.


Aguardando espetinho no pueblo Machuca

Maravilhosas empanadas de queijo de cabra, disputados espetinhos de carne de lhama e os indispensáveis "mates de coca" para aplacar o mal estar dos forasteiros.

Fotos do pueblito Machuca no link:  http://digiphotus.blogspot.com.br/2013/08/pueblito-machuca.html


Chegamos em San Pedro as 14 horas. Almoçamos e tiramos a tarde de folga para colocar nossa vida virtual em dia.

Logo  depois do almoço passamos por uma sorveteria na Caracoles, onde tomamos o melhor sorvete da viagem. 
Enquanto aguardávamos a atendente servir, o curioso e perguntador Jairo viu três cumbucas sobre o balcão rotuladas com o nome do produto dentro delas. 
Ele não resistiu  e perguntou do que eram. A primeira continha ervas medicinais usadas na elaboração de um sabor, a outra era quinoa e a última era de "cuchara".  
Então o metido pediu sorvete de sabor "cuchara". Acho que sob o efeito da altitude ou do chazinho de coca.

No final de tarde fomos tentar visitar a Pukara de Quitor, fortaleza nos arredores de San Pedro.
Depois de chegar ao acesso principal, que está interditado, e seguir as placas por várias quebradas e muitas informações de moradores, finalmente descobrimos que a fortaleza estava fechada para visitação.
Achamos uma falta de informação pública inaceitável.

Na volta completamos o tanque com 26,51 litros de gasolina, perfazendo uma média de 18,8 km/l desde o abastecimento de Salta.

Trilha de GPS deste dia em San Pedro:
http://www.openstreetmap.org/user/jairo58/traces/1386768

Imagens dos mapas com os trajetos percorridos nestes dias em San Pedro de Atacama:

de San Pedro de Atacama até El Tatio

de San Pedro de Atacama até Valle de la Luna
  Até mais